quinta-feira, dezembro 22, 2005

O Ciclo... o ano seguinte

No ano seguinte (2002) concorri como no ano anterior sem grandes expectativas de colocação. No inicio do ano lectivo já me encontrava a dar aulas no ISACE, formação no IEFP (Cabeleireiras e Instalação e Reparação de Computadores) e formação no programa EQUAL (Sabugal e Soito). Fiz bons amigos na formação do IEFP e do EQUAL.
Já no ISACE com duas turmas, uma do 1º e outra do 2º. Os do 2º ano eram os alunos que tinha tido no ano passado, não ficaram os mesmos e agora eram apenas 10. Mas no 1º estavam 12 alunos oriundos de diversos pontos do país. Castelo Branco (Ana Patricio), Braga (Carla Silva), Teixoso (Guadalupe e Cintia) e os restantes da Guarda e outros sitios (Ana Nunes, Carlos Jesus, João Carrainho, Manuel Ladeiro, Marta Santos, Alexandra, Rita, Petros). O primeiro ano até correu bem, tendo em conta que foi apenas um semestre. O segundo começou bem mas lá para o meio começou a correr mal com alguns alunos e os seus trabalhos.
Mas não falando de coisas más e voltando um pouco atrás no tempo e à minha colocação numa escola. Tive a sorte de ficar colocado na Escola Secundária Afonso de Albuquerque (Liceu da Guarda). Inicialmente com apenas 12h pensei que seria mais um ano com poucas horas. Mas com a licença de parto de uma colega fiquei com as turmas nocturnas dela e mais uma turma do 10º de Artes (10ºG) . Uma turma com 15 alunos com os quais mantenho algum contacto quer por mail, hi5 ou telemovel. Mais tarde contarei que passados dois anos fui ao baile de finalistas deles e ao jantar de final do 12º, mas é história para um outro post. Fui com esta turma a Aveiro (2 dias) num intercâmbio da Area Projecto, foi bastante divertido e para muitos deles foi uma noite de shot's e divertimento. Quanto às aulas à noite tive duas turmas e fiz também alguns amigos durante estas aulas. Gostei muito de dar aulas no Liceu e o especialmente no Ensino Nocturno.
Mais uma descrição e lembranças de um passado bem passado ;)

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Novidades

Novidades? Pra já não há.
Porquê? Porque em Oeiras não tenho Internet. Só na escola e nem sempre. Actualizarei o Blog no Natal quando estiver em casa e a partir de Fevereiro já terei mais tempo pois terei Internet em casa.
Boas Festas

quarta-feira, novembro 02, 2005

Inicio de um ciclo

Em finais de 2001 tinha terminado o meu curso (Licenciatura em Engenharia Informática) e tinha concorrido pra dar aulas. Já as aulas tinham começado e eu não tinha nada pra fazer nem havia sido colocado. Tinha perdido a esperança de ser colocado nesse ano. Eis que me contacta Paulo Fragoso dos SI do IPG dizendo que por motivos profissionais não poderia dar aulas no ISACE (Instituto Superior de Administração, Comunicação e Empresa - Guarda) e se eu estaria disponível para o substituir. Não poderia estar mais contente pois iria iniciar a minha actividade como professor e logo no ensino superior! Calharam-me duas turmas de Relações Públicas (1º e 2º ano). No 2º ano eram 8 alunos e no 1º 13 alunos.
Os do 1º vinham de vários locais da região: Covilhã (Valter e Mª Lurdes), Belmonte (Ana), Guarda (Claudia, Ilda, Jorge, Semedo, Mª José, Liliana) e outros (Borges, Patricia, Silvia e Salete). Tudo correu bem e ainda recordo bons momentos com aqueles alunos. Alguns deles foram de novo alunos no segundo ano.
Os do 2º ano eram oriundos de Soure (Zé Pedro ou Snoop Dog), Guarda (Helga, Marco, Alcina, as manas (Ana e Marisa)), Santa Eufémia (Carla) e França (Jérôme ou Jardas, mas deste e do Zé Pedro falarei mais à frente). Deste pessoal ainda participei em jantares e na Benção das pastas (eles bem se lembram de desabrochar!)

Ainda mal tinham começado as aulas no ISACE fui chamado pra dar aulas (substituição) na Escola Secundária da Sé, na qual estudei 6 anos (7º ao 12º). Foram apenas 2 dias porque houve um erro no CAE e fui enviado para o Sabugal. Mesmo tendo sido 2 dias há alunos que se recordam de mim. No Sabugal (um dos locais onde sempre quis dar aulas) eram apenas 8 horas mas adorei lá dar aulas (voltei a esta escola passados 3 anos) e mantenho boa relação com o professores de lá e alguns alunos (por exemplo a Nélia e o China). Estes eram alunos do 11º ano e no ano seguinte desloquei-me ao Sabugal num sábado à noite para participar no baile de finalistas deles.

Uma namorada minha dizia que os bons amigos eram aqueles que traziamos do passado e que os novos nunca seriam bons amigos e que não devia dar muita confiança aos alunos. Pois este ano foi optimo para arranjar boas amizades. Não só no Sabugal como também no ISACE. Nas formações também criei bons laços de amizade. Por isso, ela estava errada e boas amizades podem nascer dos sitios que menos esperamos.

Este blog está a servir para relatar alguns bons momentos da minha vida como se fosse um diário, mas ao contrário dos diários convencionais, este pode ser comentado para o bem e para o mal. Aceito todas as criticas construtivas e destrutivas. Fiquem bem :)

terça-feira, novembro 01, 2005

Um filme, uma vida

Recentemente tive a oportunidade de ver o filme "Residência Espanhola" um filme europeu que fala de um rapaz francês que vai para Barcelona estudar Economia, 1 ano ao abrigo do programa Erasmus. Vai para uma residência onde vivem 7 pessoas e vive uma no inesquecivel. Ao fim de um ano volta para a França e acaba por se formar e aos 25 anos vai logo trabalhar. Mas logo no primeiro dia despede-se e vai atrás do sonho de uma vida que é ser escritor.

Eu conheço alguém com uma história algo semelhante. Também é oriundo do mesmo país e veio estudar para Portugal, não pelo Erasmus mas sim pra fazer cá o seu curso superior. Fez tudo dentro dos limites normais e fez grandes amigos como aconteceu no filme. Depois teve oportunidade de trabalhar naquilo que gostava. Mas ao contrário do que aconteceu no filme este meu conhecido teve oportunidade de perseguir o seu sonho, mas como as condições oferecidas não eram as pretendidas por ele, desistiu do sonho e voltou pra França trabalhar, quem sabe, em algo que não o completará profissionalmente. Poderia ter arriscado sem receios. Por perto tem a família que sempre o apoiou e apoiará. Quanto aos amigos, apesar de estarem longe, estarão sempre presentes pro apoiar.

Resumindo, eu sinto falta de um amigo como ele, mesmo eu estando em Lisboa mesmo que ele ficasse na Guarda ou arredores seria mais facil o nosso encontro e as conversas. Houve tempos em que um de nós começava uma frase e o outro já sabia como terminá-la. Estavamos numa sintonia perfeita! Não deixo de ser menos amigo dele por ele estar na França. Há certas amizades que são eternas, como a nossa.

Estou muito sentimental e quase que chorei quando estive a escrever este post que me fez lembrar que amigos verdadeiros há poucos e ele para mim é um deles.

segunda-feira, outubro 31, 2005

Voltei - O regresso

Faz amanhã um mês que coloquei o post em que dizia que ja tinha voltado e que iria colocar mais algum comentário no meu blog. O tempo passou e passou também a lembrança de actualizar o blog. Não por falta de tema mas por falta de tempo ou até de Internet. Temas tenho eu mas neste momento não digo mais. Apenas que irei falar dos meus anos de ensino, da minha cidade e da minha terra de coração. Falarei também dos alunos e alunas que tive o prazer de conhecer. Até lá. ;)

sábado, outubro 01, 2005

Voltei

Sei que tenho passado algum tempo sem actualizar este blog mas vou voltar à acção. Não tenho cá vindo não porque não tivesse ideias mas por falta de tempo pra me sentar em frente ao computador e escrever algo com sentido. Quero falar de tantas coisas entre as quais saliento: Guarda, Foios, as escolas por onde dei aulas, entre outras. Não direi agora por qual irei começar apenas que em breve estará novo post pra vocês comentarem.

sexta-feira, setembro 16, 2005

Casanova

Ora bem pensando num novo post resolvi falar um pouco do nome Casanova. Falar de familia e de alguns ilustres desconhecidos de igual nome.
Dos vários ilustres vou destacar alguns. Em primeiro lugar o meu querido avô António José Casanova (Aldeia Velha, 19?? - Aldeia Velha, 1993) que em parte a ele devo a minha vida. Nasceu em Aldeia Velha e quando casou com a minha avó Teresa Gomes Sanches, foi viver para os Fóios e foi la que criou os 6 filhos dos quais a minha mãe. Depois de creados os filhos retornou à Aldeia Velha. Faleceu em Fevereiro de 1993 no lar de Aldeia do Bispo. A minha avó em Janeiro de 2004.
Temos também Giovanni Giacomo Casanova (Veneza, 1725 - Dux,Boémia, 1798). Escritor e aventureiro italiano. Interrompe as duas carreiras profissionais que inicia, a militar e a eclesiástica, e leva uma vida acidentada. Acusado de práticas ocultistas, é colocado em reclusão perpétua na prisão veneziana de Os Plomos (1755), de onde foge espectacularmente, episódio que figura em História da Minha Fuga das Prisões de Veneza Que Se Conhecem com o Nome de Os Plomos. Viaja por toda a Europa e conhece todos os personagens relevantes da sua época. Personagem, por sua vez, característico do iluminismo do século xvii, epicúrio e racionalista, é recordado sobretudo pelas suas inumeráveis histórias galantes, que o equiparam a um Don Juan. Já velho, em 1788 é nomeado bibliotecário do conde de Waldstein-Wartenberg. Dedica os seus últimos anos à escrita de um romance, Isocameron, e, especialmente, à redacção das suas memórias, História da Minha Vida, volumosas e escritas em francês, que constituem um fascinante testemunho da época. Desde a sua primeira publicação, em 1822-25, fazem-se múltiplas edições novas retocadas. O original integral não é publicado até 1960.
Recentemente desloquei-me ao Bairro Alto pra festejar um aniversário na Tasca do Chico conhecida casa de fados. Por entre as várias fotografias, na parede, de fadistas, la no canto junto ao balcão fui encontrar um João Casanova. Não o conheço como parente mas fica mais um registo.
Havia um grupo português os DIVA em que a vocalista se chamava Natália Casanova. Não tenho muito sobre a Natália mas sim sobre os DIVA em que a primeira vocalista se chamava Tucha Casanova. Em Outubro de 2000 deu-se dissolução dos Diva (podem visitar a página http://anos80.no.sapo.pt/diva.htm).

domingo, setembro 11, 2005

Explicar o "casotamos"

Podem vocês fazer a seguinte pergunta: porque raios pôs ele o nome 'casotamos'. Isto tem uma explicação até bastante simples.
Quando os meus irmãos estudavam em Coimbra muitas vezes diziam "esmiframos". Não entendia o que queriam dizer com aquilo mas seria qualquer coisa como "não me chateies!". Passados mais de 10 anos, certa vez em casa do Jérôme e do Zé Pedro começamos a terminar algumas palavras com "mos". Tipo Jérômamos ou Manemamos. Utilizamos o "mos" algumas vezes, eis alguns exemplos: xuxamos, zagrebamos, tixamos, belitamos, isaçamos, blogamos, sugamos, guindilhamos, escovamos, entre outros.
Daí a juntar um dos nomes que me chamam: Casotas com "mos" e dá casotamos.
Espero que tenham entendido esta merdamos. Certo? Certamos!

quinta-feira, setembro 08, 2005

Apresentação

Uns chamam-me casanova, mas também já fui casavelha, casa apenas, mais pro carinhoso casita, casinha. No IPG era o casotas. Também me chamam Afonso, quando são coisas mais sérias tipo trabalho ou nas escolas onde dou aulas. Entende-se pois esse é o meu ultimo nome. Casanova é prós amigos, mas também pode ser Casa ou qualquer um dos atràs mencionados. É apenas um nome uma palavra. Há quem associe o nome Casanova a um galã que viveu em Itália, no Séc. XVIII, mas dele falaremos noutra altura. Não tem nada a ver, a minha ascendência vem de uma aldeia da raia chamada Aldeia Velha no concelho do Sabugal, distrito da Guarda. Por isso, não há lugar a confusões, de galã nada tenho sou apenas uma pessoa normal.
Fora parte os Afonso e Casanova são apenas João, nome muito comum entre os quais um Apóstolo e Reis. Muita gente me trata por apenas João e eu também gosto, cabe a cada escolher a forma de me tratar. Mas nunca ninguem me chamou Carlos a não ser os meus pais quando me repreendiam "João Carlos!!!".
Este espaço será de todos os que quiserem comentar. Tentarei responder às vossas sugestões, criticas, conselhos.