Em finais de 2001 tinha terminado o meu curso (Licenciatura em Engenharia Informática) e tinha concorrido pra dar aulas. Já as aulas tinham começado e eu não tinha nada pra fazer nem havia sido colocado. Tinha perdido a esperança de ser colocado nesse ano. Eis que me contacta Paulo Fragoso dos SI do IPG dizendo que por motivos profissionais não poderia dar aulas no ISACE (Instituto Superior de Administração, Comunicação e Empresa - Guarda) e se eu estaria disponível para o substituir. Não poderia estar mais contente pois iria iniciar a minha actividade como professor e logo no ensino superior! Calharam-me duas turmas de Relações Públicas (1º e 2º ano). No 2º ano eram 8 alunos e no 1º 13 alunos.
Os do 1º vinham de vários locais da região: Covilhã (Valter e Mª Lurdes), Belmonte (Ana), Guarda (Claudia, Ilda, Jorge, Semedo, Mª José, Liliana) e outros (Borges, Patricia, Silvia e Salete). Tudo correu bem e ainda recordo bons momentos com aqueles alunos. Alguns deles foram de novo alunos no segundo ano.
Os do 2º ano eram oriundos de Soure (Zé Pedro ou Snoop Dog), Guarda (Helga, Marco, Alcina, as manas (Ana e Marisa)), Santa Eufémia (Carla) e França (Jérôme ou Jardas, mas deste e do Zé Pedro falarei mais à frente). Deste pessoal ainda participei em jantares e na Benção das pastas (eles bem se lembram de desabrochar!)
Ainda mal tinham começado as aulas no ISACE fui chamado pra dar aulas (substituição) na Escola Secundária da Sé, na qual estudei 6 anos (7º ao 12º). Foram apenas 2 dias porque houve um erro no CAE e fui enviado para o Sabugal. Mesmo tendo sido 2 dias há alunos que se recordam de mim. No Sabugal (um dos locais onde sempre quis dar aulas) eram apenas 8 horas mas adorei lá dar aulas (voltei a esta escola passados 3 anos) e mantenho boa relação com o professores de lá e alguns alunos (por exemplo a Nélia e o China). Estes eram alunos do 11º ano e no ano seguinte desloquei-me ao Sabugal num sábado à noite para participar no baile de finalistas deles.
Uma namorada minha dizia que os bons amigos eram aqueles que traziamos do passado e que os novos nunca seriam bons amigos e que não devia dar muita confiança aos alunos. Pois este ano foi optimo para arranjar boas amizades. Não só no Sabugal como também no ISACE. Nas formações também criei bons laços de amizade. Por isso, ela estava errada e boas amizades podem nascer dos sitios que menos esperamos.
Este blog está a servir para relatar alguns bons momentos da minha vida como se fosse um diário, mas ao contrário dos diários convencionais, este pode ser comentado para o bem e para o mal. Aceito todas as criticas construtivas e destrutivas. Fiquem bem :)
quarta-feira, novembro 02, 2005
terça-feira, novembro 01, 2005
Um filme, uma vida
Recentemente tive a oportunidade de ver o filme "Residência Espanhola" um filme europeu que fala de um rapaz francês que vai para Barcelona estudar Economia, 1 ano ao abrigo do programa Erasmus. Vai para uma residência onde vivem 7 pessoas e vive uma no inesquecivel. Ao fim de um ano volta para a França e acaba por se formar e aos 25 anos vai logo trabalhar. Mas logo no primeiro dia despede-se e vai atrás do sonho de uma vida que é ser escritor.
Eu conheço alguém com uma história algo semelhante. Também é oriundo do mesmo país e veio estudar para Portugal, não pelo Erasmus mas sim pra fazer cá o seu curso superior. Fez tudo dentro dos limites normais e fez grandes amigos como aconteceu no filme. Depois teve oportunidade de trabalhar naquilo que gostava. Mas ao contrário do que aconteceu no filme este meu conhecido teve oportunidade de perseguir o seu sonho, mas como as condições oferecidas não eram as pretendidas por ele, desistiu do sonho e voltou pra França trabalhar, quem sabe, em algo que não o completará profissionalmente. Poderia ter arriscado sem receios. Por perto tem a família que sempre o apoiou e apoiará. Quanto aos amigos, apesar de estarem longe, estarão sempre presentes pro apoiar.
Resumindo, eu sinto falta de um amigo como ele, mesmo eu estando em Lisboa mesmo que ele ficasse na Guarda ou arredores seria mais facil o nosso encontro e as conversas. Houve tempos em que um de nós começava uma frase e o outro já sabia como terminá-la. Estavamos numa sintonia perfeita! Não deixo de ser menos amigo dele por ele estar na França. Há certas amizades que são eternas, como a nossa.
Estou muito sentimental e quase que chorei quando estive a escrever este post que me fez lembrar que amigos verdadeiros há poucos e ele para mim é um deles.
Eu conheço alguém com uma história algo semelhante. Também é oriundo do mesmo país e veio estudar para Portugal, não pelo Erasmus mas sim pra fazer cá o seu curso superior. Fez tudo dentro dos limites normais e fez grandes amigos como aconteceu no filme. Depois teve oportunidade de trabalhar naquilo que gostava. Mas ao contrário do que aconteceu no filme este meu conhecido teve oportunidade de perseguir o seu sonho, mas como as condições oferecidas não eram as pretendidas por ele, desistiu do sonho e voltou pra França trabalhar, quem sabe, em algo que não o completará profissionalmente. Poderia ter arriscado sem receios. Por perto tem a família que sempre o apoiou e apoiará. Quanto aos amigos, apesar de estarem longe, estarão sempre presentes pro apoiar.
Resumindo, eu sinto falta de um amigo como ele, mesmo eu estando em Lisboa mesmo que ele ficasse na Guarda ou arredores seria mais facil o nosso encontro e as conversas. Houve tempos em que um de nós começava uma frase e o outro já sabia como terminá-la. Estavamos numa sintonia perfeita! Não deixo de ser menos amigo dele por ele estar na França. Há certas amizades que são eternas, como a nossa.
Estou muito sentimental e quase que chorei quando estive a escrever este post que me fez lembrar que amigos verdadeiros há poucos e ele para mim é um deles.
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